Análises, Monólogos

ONEWE e seu universo em Planet Nine: Alter Ego

Vivendo quase que a base de um comeback por ano, quem escuta ONEWE encontra sempre músicas tão boas que talvez seja esse o motivo de só um comeback por ano: é tão bom que nem precisa de mais. E Planet Nine: Alter Ego, o primeiro mini álbum da banda, não foi diferente.

Bom, teoricamente não é o primeiro mini álbum dos meninos, porque eles tem dois mini álbuns da época que ainda eram M.A.S 0094, mas vocês entenderam. Oficialmente, como ONEWE, é o primeiro, e também é o primeiro em que basicamente quase todas as músicas são… novas! O que adicionou um temperinho extra nestes lançamentos, porque conteúdo novo é sempre bom e a gente mais uma vez pode ver como ONEWE nunca erra.

A banda me pegou pelo pescoço no ano passado com End of Spring e Parting, então talvez se o nome Planet Nine: Alter Ego tem algum significado extra tal qual a famigerada série do espaço que uma das músicas do álbum faz parte, eu não sei dizer. O que eu tenho certeza, entretanto, é que este álbum te lança em uma viagem deliciosa do começo ao fim, mostrando que mais uma vez os meninos, que fazem parte da produção e criação de todas as músicas, investiram e dedicaram tempo para a obra prima que foi esse álbum.

A gente tem certeza disso quando vemos os vídeos de making off que eles lançaram, em duas partes, mas vamos focar nas músicas que criam o universo do ONEWE aqui, começando pela Intro: Spaceship, que logo de cara já dita o tom da viagem espacial de Planet Nine, com distorções no vocal do CyA e a guitarra do Kanghyun que dá a força necessária para que a nave chegue até o planeta de Rain to Be, a música título.

A tradução literal de Rain To Be seria algo como Boy who brings rain, que em tradução livre fica O garoto que traz a chuva. O que é engraçado se você pensar que o ONEWE tem uma brincadeira interna sobre chuva, porque sempre que eles tem algum evento na agenda, chove. As mentes gigantescas dos meninos não param na brincadeira que dá vida a música, porque a letra toda te passa o sentimento de yearning, ou o anseio, por encontrar a pessoa amada (que basicamente é os fãs, os WEVE, porque eles são fofinhos assim, ai).

Rain to Be também é a música de tempo mais rápido da banda até o momento, e às vezes essa informação parece estranha, mas depois ela faz sentido. O que também faz sentido é a constante crescente da música como todo: instrumental, vocal e emoção. É aquela ansiedade de boca de estômago que vai apertando à medida que a hora do encontro se aproxima. 

A primeira metade é a introdução desse momento, e tem até uma distorção que parece um trovão anunciando a chuva que vem aí. O começo é suave e vai crescendo devagar, o vocal do Yonghoon embalando o que poderia ser o ritmo da canção até seu fim, mas logo em seguida o poder do Dongmyeong entra em cena junto do instrumental que acompanha o que é dito. Uma suspensão vem logo em seguida e a crescente de uma chuva que já cai aparece. Existem momentos abafados aqui e ali nesse comecinho, como o som abafado pelo vento de chuva do lado de fora, ou o que ficou para trás porque você precisou sair correndo pra tirar a roupa do varal.

A segunda parte da música chega e o rap cantado do CyA também, e o instrumental continua com o momento de puxa e empurra em sua crescida, as suspensões marcando os momentos que o vocal carrega antes de chegar em outro momento de emoções com o na na na que é fácil de cantar junto. O rap falado do CyA vem na ponte, e também vem aquela suspensão deliciosa onde o Yonghoon tem um de seus vários momentos de “eu sou um cantor, eu canto” e nos conta que quando sente saudade, ele apenas espera pela chuva .

Harin l Divulgação RBW

Mas lembra da crescida? Então, é como se a tempestade finalmente tivesse chegado depois que a primeira parte da ponte vem, e quando Yonghoon termina sua nota altíssima o Kanghyun entra com um solo de guitarra que é tão delicioso quanto tudo que veio antes e é praticamente o ápice da música, e daqui até o final é tudo rápido, alto e forte tal qual as gotas de chuvas que batem na janela. O minuto final da música é provavelmente onde você entende a informação de tempo rápido de Rain To Be. 

A bateria do Harin quase não para, tirando o começo e os momentos de suspensão que ficam a serviço do baixo e piano. E o Harin merece um salve extra não apenas por ser um lindo de cabelinho mais comprido nesse comeback, mas também por ter tocado bateria de verdade debaixo de água durante a gravação do MV.

O MV, inclusive, dá um pouquinho de nervoso na primeira vez que você vê, porque aparentemente os instrumentos e objetos eletrônicos ficaram com Deus depois da gravação. Ou o nervoso é pela quantidade de água que quase submerge os meninos até o final do vídeo, uma representação mais visual de todo o sentido que preenche e transborda.

E eu sei que tá todo mundo curioso para saber se a piadinha era verdadeira e choveu na gravação do vídeo, então venho dizer que… sim, choveu. Como disse Kanghyun no making off, a chuva apareceu só para agradecer a eles pela música. O que faz sentido, imagina ser a musa de uma música boa dessas? Pff.

Passando da música título nós temos a poderosa AuRoRa, que pouco depois ganhou vídeo, porque WEVE tem mimos sim! A escrita é toda estilizada, e no meu coração é para combinar com o pico vocal do Yonghoon no refrão, porque não existe uma pessoa que não escute o refrão de AuRoRa e automaticamente fique com o i got this on my waaaaaaaaaaaaaay auroraaa na cabeça. E é literalmente nos Rs que tem aquela ênfase, então assim, se não era a causa da estilização, agora é. Muito obrigada.

Com um pézinho mais no rock e inspirada pela beleza imponente das auroras boreais, a música faz muito jus ao fenômeno. Ela vem e te deixa de boca aberta na beleza, com aquela vontade de passar pela experiência de novo. Nem eu e nem menino Kanghyun, que escreveu a música e também tirou um tempinho para lembrar a todes que ele é uma grande gostosa em seu solo de guitarra, vimos uma aurora na vida. Mas temos praticamente certeza que o sentimento é esse. Até mesmo na versão acústica, com a guitarra sendo substituída pelo violão, o poder dela é inegável. Inclusive, um salve mais uma vez pro Harin nessa versão acústica, porque wow, sabe. 

Aqui também tem algumas distorções com auto tune, principalmente nas partes do CyA, que geram um efeito interessante, até porque a gente ainda consegue claramente ouvir a voz original cantando. Vez ou outra, como nesse stage aqui, eles usaram efeitos nos microfones, e o resultado foi bem interessante e te faz lembrar de todo o conceito espacial.

Em AuRoRa o amor do eu lírico é comparado à luz da Aurora e, assim… essa é uma das coisas mais lindas que você pode dizer pra alguém? “A luz é tão clara mesmo no meio da noite / e eu assumo que você é a luz”. A barrinha foi lá pra cima demais, minha gente. E é uma Aurora roxa, o que quer dizer que eles fizeram isso pra mim, muito obrigada (eu só queria ser emocionada, calma que vai ter mais).

O MV é bem simples, bem mais que o da música título, mas ele é tão bonito também. A floresta durante a noite iluminada com as luzes artificiais iluminam os cinco de uma forma que ressalta o quão bonito eles são, e simulam as luzes da aurora.

Não dá para passar para a próxima música sem antes mandar um salve mais que especial para a distribuição de vocais aqui. Enquanto Yonghoon tem mais um momento de eu sou um cantor, eu canto – o que é lindo de bonito porque, sabe, a voz dele -, o Dongmyeong teve mais espaço e destaque aqui e nós amamos isso, porque o bebê canta bem demais. As harmonias dos dois vocalistas principais também são perfeitas e dão uma camada extra à música. Ícone, um beijo pro meu filhotinho.

Dongmyeong l Divulgação RBW

A viagem continua…

A próxima parada é Logo, que o ONEWE já apresentou uma vez para os fãs enquanto ainda eram trainees. E a espera, para quem já havia ouvido, foi muito bem recompensada nessa versão oficial de estúdio. A repetição constante da letra que fala sobre  alcançar o céu faz sentido aqui, porque Logo é uma daquelas músicas que você sente a vibe do começo ao fim, e o poder vocal mais uma vez eleva o jogo.

Aquela ânsia, o yearning, que vimos lá em Rain to Be aparece aqui novamente, de uma forma sutil e não sutil ao mesmo tempo. Afinal, estamos ouvindo o pedido necessitado de “eu quero ouvir a sua voz / mesmo que não seja algo doce” “eu quero ouvir a sua voz / mesmo que você não esteja interessade”. E, ao fim, voltamos a alcançar o céu, porque a presença dessa pessoa que o eu-lírico tanto quer ouvir a voz, o faz cantar.

esquerda para direita: Yonghoon, Kanghyun, Harin, Dongmyeong e CyA (Special Concept Photos) l Divulgação RBW

Existe um pequeno plot twist no meio da letra, entretanto, que meio que me faz pensar na música que fecha o álbum, mas chegaremos lá daqui a pouco. Quando a ponte da música chega, e estamos perdides apreciando o quão bom o vocal do Yonghoon é, a letra manda uma porrada na nossa cara:

“Mesmo que as estrelas brilhem forte / essas luzes incontáveis estão cheias de mim / para que eu possa ser eu / para eu possa me reconhecer / para que eu não vá desaparecer / para que eu não possa desaparecer”

Até o tempo da música dá uma mudada, que é pra você sentir essa parte da letra como precisa sentir. E aqui, mesmo que você não veja a letra no momento da ponte, o jeito que as palavras e fonemas se repetem, você sente que tem algo ali, e o momento final antes da nota alongada tem uma suspensão que levemente deixa transparecer aquela pitadinha de resignação, ou talvez desespero, da última repetição em “para que eu não possa desaparecer”.

Durante o making off, o Harin – que fez parte da composição da música, tal qual Yonghoon, CyA e Dongmyeong – disse que ele também pensou em Logo como uma marca, e tentou passar essa visão para a música, utilizando a marca do ONEWE. O resultado dessa marca talvez seja essa parte que nos diz que a luz das estrelas somos nós, mas não posso opinar com certeza. Mesmo se não for, essa questão de marca e logo aparecem aqui e ali durante a música, mas de um jeito tão novo de se colocar, que o resultado foi ótimo.

A.I, que é o jeitinho mais fácil de se escrever o nome da música, foi simplesmente um salve para a AleXa, porque eles são amigos e você não pode mudar a minha mente. E também é um salve para Error, do VIXX… Porque sim, é sobre robôs então automaticamente eu faço isso ser sobre VIXX, a vida tem dessas. Obrigada. Robots Can Feel Emotions Towards Humans Too (A.I), tem um título que é… bom, auto explicativo, porque tudo aqui vai girar em torno de como os robôs também sentem emoções.

Originalmente, A.I. era uma música lançada como mixtape no Soundcloud e o Leedo (ONEUS), era parte dela. Mas durante a montagem do álbum, os meninos resolveram incorporar a música no universo de Planet Nine e remasterizaram a música, dando até mais intensidade na letra, enquanto a batida de jazz deixa a música suave, dançante até. O sentimento mais “para cima” da batida não fica tão longe da letra, que do começo ao fim brinca com os pontos de emoções humanas e o artificial, afinal “como você pode estar interessade em mim?” aparece mais de uma vez. Nem robôs sabem lidar com emoções, temos isso em comum.

A presença de um scat singing, que é aquela parte do Dongmyeong depois da ponte, dá um sabor extra a música pelo uso gostoso de jazz misturado com city pop. E eu já falei antes sobre o uso aqui e ali de distorções e auto tune, principalmente pelo CyA, e trago o ponto aqui mais uma vez, porque o jeito que o auto tune foi usado aqui para criar os sons robotizados, junto dos jogos de palavras que realçam a questão artificial, é simplesmente de um cérebro gigante.

Ela é ótima para se dançar no meio da sala ou se balançar na rede em casa, inclusive, por toda essa vibe mais “de boa” e talvez até inocente, não apenas da batida da música, mas também das emoções do robozinho.

E essa questão de emoções e inocência segue para a próxima música do álbum, que é Veronica, ou Veronica’s Island. Talvez você já tenha visto o nome da música passeando pelo twitter quando o álbum saiu, lá em junho, porque a história dela é a coisinha mais fofinha: o CyA escreveu essa música para uma crush que teve no jardim de infância.

Imaginem aqui a cena da Agnes, de Meu Malvado Favorito, dizendo: É TÃO FOFINHO, porque é bem esse o sentimento. Apenas um bebê, sabe, sem condições. Durante o highlight medley, onde eles falavam um pouquinho de cada música, o Yonghoon – que participou da letra da música – brincou dizendo que o CyA dava bastante ênfase no fato da música ser sobre um amor puro, então o choro é um pouquinho maior porque ele é apenas um bebê. 

E se você achou que não teria nenhum comentário que talvez você não precisasse ver, sinto em acabar com sua alegria: durante o making off, o CyA explicou que além da sua experiência pessoal, ele também utilizou ditados antigos sobre amor como “vou te dar as estrelas/universo”. Então… sabe a linha tá vendo aquela lua que brilha lá no céu, se você me pedir eu vou buscar só pra te dar? CyA e ONEWE fãs de Exaltassamba, é isso, muito obrigada.

CyA l Divulgação RBW

MAS, voltando ao foco aqui, Veronica é tão… gostosa. Divertida. Eu disse que A.I dava para dançar no meio da sala, e Veronica também dá, e até mais que A.I. Principalmente quando chega o refrão que tem só o instrumental, mas que é ótimo pra pular por ai. Tem uma leve energia de show, não vou negar.

E como eles sempre pensam em tudo, Veronica dá muito mais destaque aos maknaes do grupo: CyA e Dongmyeong. Provavelmente é para ressaltar essa inocência de juventude, onde expressões de amor e até entender o que é o amor em si é diferente em adultos. Yonghoon aparece em momentos marcados, dando uma camada extra à música, não só em suas próprias linhas, mas também nas harmonizações que faz durante os três e pouco minutos da música. E ele também tá tocando guitarra no vídeo, que foi só pra esfregar na nossa cara como ele é multi talentoso (deu pra perceber que ele é o meu bias e eu só sei sofrer com ele? ok).

O instrumental é mais energético de uma forma que não vai na sua cara tal qual AuRoRa, mas que ainda pede para se aumentar o volume. A produção especial do piano de ombro do Dongmyeong durante a ponte é divertida, assim como todos os outros solos que percorrem Veronica. E é feliz. É simples assim.

Felicidade. E você nem precisa saber da letra sobre mãozinhas pequenas juntas que se gostam e vão ver o universo e as estrelas juntos.

Última parada

Em Veronica, tem uma parte da letra que fala sobre a viagem ao universo já feita, então é de se entender que a viagem pelo universo de Planet Nine está chegando ao fim. Talvez o fim poderia ter sido Veronica mesmo, mas ONEWE é o ONEWE e eles sabem que nada melhor para encerrar do que uma música tão incrível quanto COSMOS.

Eu me lembro que ouvi o álbum na mesma semana que saiu, e quando chegou em COSMOS eu pausei depois de 10 segundos pensando “isso aqui foi música pra fazer a galera chorar, não foi?”. E eu não estava errada, mas os motivos em si de toda a emoção da música é outro.

Vamos começar do começo, porque talvez seja importante que você saiba que o Kanghyun escreveu COSMOS para a série do espaço deles, e é um tema que ele queria fazer. O cosmo e seus segredos, tal qual Carl Sagan, e o jeito brilhante que Kanghyun fez a música é sob o olhar do Cosmo. Também é importante dizer que, inicialmente, o Kanghyun fez a melodia de Cosmos para a sua mãe, porque ele é bom assim. Ícone, perfeito, maravilhoso (vocês acharam meu segundo bias? oh well).

Mas é esse POV, ponto de vista, do Cosmo sobre nós que dita totalmente o tom emocional da música. Ela é simplesmente linda… E a minha favorita do álbum, então talvez eu apenas esteja sendo biased, mas eu também sei que assim que você ver a letra e ouvir a música, vai concordar comigo. Ela é linda, de aquecer o coraçãozinho. É a caneca de chocolate quente para esquentar por dentro depois de toda a chuva. Cosmos é um abraço, é conforto.

É algo que seria dito como healing, mas traduzir como algo que cura sem pensar em memes de cura onde dói, é meio complicado, mas vou deixar aqui de todo jeito.

Contrastando não apenas com a música título, mas também praticamente com todas as músicas do álbum até o momento, o ponto final da aventura pelo universo é lento. Uma power ballad que dá bastante espaço para os vocalistas brilharem com as palavras bonitas do Cosmo para nós.

Kanghyun l Divulgação RBW

Todo o poder da música se encontra no quão suave ela é. A bateria do Harin acompanha a suavidade do violão que entra no lugar da guitarra, o baixo e o piano se intercalam nas marcações do tempo da música, toda a harmonia instrumental é simplesmente perfeita. Se eu soubesse teoria musical, talvez eu pudesse explicar notas e ritmos, e tudo mais, mas não sei, então vocês terão que se conformar com a resenha resumida que é: bom demais, rapaz.

Uma das camadas da música é feita com um violão acústico, que em alguns momentos me lembra Bandolins, do Oswaldo Montenegro, que achei um extra sensacional. A ponte tem uma suspensão leve dos instrumentais, sendo quase acústica, e eu gosto demais dela porque, depois de ouvir a música em loop por literalmente três horas, ela me faz pensar em The Islander, do Nightwish, que é uma das minhas favoritas da banda. Talvez seja pela energia e vibe das músicas, que talvez eu possa explicar como o já conhecido vídeo/gif do bob esponja flutuando e virando uma bola de luz.

Yonghoon l Divulgação RBW

Enfim, voltando. O instrumental é lindo, mas o principal aqui é o show que os vocalistas dão. O CyA tem seu rap cantado, suave para combinar com a música. Dongmyeong faz o que ele tem que fazer sempre, dando uma serenidade à música que é intrínseca a ele, porque o Dongmyeong é sereno. É só ver a perfeição chamada versão acústica que você vai entender o que eu digo, e a serenidade dele não é apagada pela personalidade pontinho de exclamação.

Mas o meu salve agora vai para o Yonghoon, que volta a ter o centro do vocal aqui e… Minha nossa, sabe? É ele que vai na sua cara, quem amarra todas as pontas que Cosmos precisa e manda. É quem carrega o fim da viagem. O vocal dele é poderoso, e o jeito calmo e crescente que ele canta aqui dá mais uma camada mágica à música.

Talvez eu pudesse ter pulado todos esses parágrafos e ter resumido a música de uma forma mais simples, que é mágica, mas agora já foi. É a inspiração para ser poético que vem com ONEWE, mas enfim.

Nessa de poesia, a letra merece um salve também. Porque, assim, ela é linda. Eu não sei escolher alguma parte favorita, mas o refrão com certeza é uma delas: “Aquele pequeno pontinho que agora você vê / milênios atrás era um sinal que enviei a você / um sinal que contém todos os segredos / da minha luz que se enfraquece”.

Na mensagem do Cosmo para nós, é como se ele dissesse que nós também somos um Cosmos. Somos parte, ou totalmente, um Cosmo, um corpo estrelado no universo. Mais perto do final tem a estrofe: “Eu, que comecei daquele pontinho pequeno / levei uma quantidade astronômica de tempo / juntando coisas que perderam seu espaço / criando um universo que pertencesse a mim”. E… sabe? Nossa. Nossa.

Sabe quando algo é simplesmente tão bom, que você não sabe nem o que dizer? Parece irônico dizer isso agora, depois de vários parágrafos, mas nada aqui realmente te faz entender a experiência que é essa música, e toda a viagem espacial que Planet Nine nos deu.

Nós cantamos na chuva, nós ansiamos por ver alguém. Nós vimos o poder e beleza das auroras, da marca que cada um de nós é. Passamos por sentimentos puros e desconhecidos, passando por criaturas diferentes de nós, e terminamos com o lembrete acolhedor de cada um de nós somos um cosmo, um universo, e que o próprio Cosmo, lá de cima nos acolhe. E tudo isso com espaço pra balançar os cabelos com os sons de guitarra e bateria, sabe? Incrível.

O ONEWE segue entregando conteúdo pra gente, lá no canal do youtube deles com vários covers. O Yonghoon vira e mexe lembra a gente que ele é lindo, postando lá no twitter da banda. O CyA recentemente lançou uma mixtape, então também não deixem de conferir.

Até a próxima viagem. 

[casualmente sai de cena berrando os ooh oooh oooh ooh ooooooooh de cosmos]

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