Os melhores do segundo semestre de 2021: WOODZ, KEY e PIXY
Eventos, K-Pop Top Awards

Esquenta KPTA: Os melhores do segundo semestre

2021 se despede de nós, então é hora das famosas listas de fim de ano. Como forma de esquenta para o nosso KPTA, já fizemos uma lista de melhores do primeiro semestre, então não deixe de ver nossos escolhidos lá, porque agora é hora de falar de tudo que foi lançado no segundo semestre de 2021.

Tal qual o primeiro semestre, de julho para cá tivemos mais debuts ótimos de carinhas novas e também de carinhas já conhecidas (BILLLIE, IVE, DO HANSE, XDINARY HEROES e mais). Os comebacks dessa parte dois do ano também não ficaram para trás e trouxeram diversas emoções para a equipe e também seus fãs (como E’LAST, ONF, ATEEZ, WEEEKLY, CIGNATURE e vários outros). E é claro que não podemos esquecer dos solistas que, assim, um beijo do chefe (WOODZ, KEY, SUNMI, LEE HI).

E aqui é KPT, então gostamos de tanta coisa que algumas tiveram que ficar de fora. Repetimos o feito do primeiro post do Esquenta, então você vai conferir três listas de top 15 formadas através de votos de três membros da equipe do K-Pop Top Podcast (By, Cambs e Caio. A Sam está ocupada com as doguinhas dela e, assim, ela está certa).

As três listas são: uma para melhor álbum, mini-álbum ou single album; uma para melhor música título ou single; e uma para melhor b-sides, ou seja, aquelas músicas que fazem parte do álbum lançado, mas não ganharam MV e/ou foram promovidas pelos idols.

Os critérios também são os mesmos do nosso primeiro Esquenta, mas vamos relembrar para vocês: o lançamento precisa ter acontecido entre 1º de julho e 28 de dezembro de 2021, e precisa ser cantado em coreano. Músicas em outras línguas que nós curtimos vocês poderão ver…. em um futuro próximo, shhh.

Enfim, vamos para as listas de melhores do segundo semestre de 2021:

Lado B

1. ATEEZ – Turbulence

By

Fã é uma galera emocionada, e quando você chega no k-pop, parece que essa emoção triplica. Numa cultura em que o relacionamento dos artistas com seus fãs é fundamental para solidificar sua carreira, faixas especiais e conceitos que possam levar o público a se interessar num nível pessoal são essenciais. Dos recém-debutados aos mais veteranos, sempre vai ter pelo menos uma música que deixe os fãs emotivos. No caso do ATEEZ, temos várias, mas a aquisição mais recente foi Turbulence que, em tese, é uma segunda título, mas recebeu o tratamento de b-side, por isso veio parar aqui.

Lançada uma semana antes da liberação do mini-álbum ZERO: FEVER EPILOGUE que fechou de vez a era FEVER iniciada em julho de 2020, Turbulence é uma das faixas mais sentimentais do ATEEZ nos mais diversos aspectos. Pra começar, a faixa foi definida por alguns dos membros como tendo a mesma energia da favorita Utopia, o que se provou verdade embora não tenha o mesmo aspecto vitorioso da música do “Episode 3”; o que fica ao final de Turbulence é aquela sensação de outro lado da moeda, de um final positivo, mas exausto e isso também casa com a história contada na versão Diary dessa era, na qual os membros têm que se separar, nos levando ao outro tópico sensível: é o primeiro vídeo da carreira do grupo em que eles não têm cenas juntos.

Se dói ver cada um dos 8 membros em seu próprio cenário e ouvir o lamento transmitido por suas vozes, vai doer ainda mais quando ativar as legendas: a letra de Turbulence é extremamente íntima, relacionável e de uma maneira não-tão-sutil conversa com a de Eternal Sunshine (segunda título da parte 3 desta era, que falamos sobre no episódio 34 linkado antes do vídeo). Em suas andanças, cada membro do grupo questiona sobre quem costumava ser e o que aconteceu com suas lembranças. Não dá pra entrar em muitos detalhes aqui e teremos outro episódio sobre eles em breve pra falar disso, mas posso resumir em uma palavra: lágrimas.

Turbulence checa todos os itens para se tornar uma música de legado como é Utopia na discografia do ATEEZ, o que é maravilhoso, e a parte mais interessante é que ela não só conversa com uma faixa do EP.3, como duas! Seu chant, ao final, pode te soar familiar porque é: está em Wave (que também fez um comeback no EPILOGUE através do Overture que eles apresentaram na abertura do Kingdom) e pra provar que os produtores do grupo não dão ponto sem nó, a letra de Wave é resposta direta à de Turbulence, ou seja, ATEEZ o próprio “toda história tem um final feliz, se não está feliz é porque não chegou o final.”

Ouça o nosso episódio sobre a era FEVER do ATEEZ

2. CIX – Off My Mind

Caio

Para uma música de “apenas” 3:04, “Off My Mind” é espantosamente paciente na forma como introduz e administra as suas influências. O começo, com a batida eletrônica 4/4 apimentada por estalos de dedo e sintetizadores graves, evoca um synthpop limpo e seguro na melhor tradição de artistas como Little Boots e – porque não – NU’EST.

Já na segunda metade do primeiro verso, no entanto, guitarras discretas chegam para anunciar um refrão de estrutura geniosa: primeiro sussurrado como um segredo por cima de bipes eletrônicos, e depois explodindo em gritinhos, guitarradas e pacotes de cordas que trazem o sabor inconfundível da disco music para a faixa.

Quando o segundo verso incorpora um baixo funkeado à batida e as vozes do CIX se multiplicam ao fundo em melismas e harmonizações (o “phantom, phantom, phantom” de Hyunsuk no pós-refrão é indelével), o ouvinte já está vendido: essa é uma confecção pop espetacular, daquelas que te capturam para um outro mundo por três minutos, que conjuram todo um ambiente a partir do momento que você aperta o play.

Nada mais apropriado para uma canção que fala sobre uma mente emaranhada em ilusões, lembranças e arrependimentos. É extraordinariamente fácil – e prazeroso – se perder dentro de “Off My Mind”.

3. The Boyz – Hypnotized

Cambs

Quem já ouviu o minisódio onde falamos do The Boyz e seu single álbum Maverick (e que foi logo depois do minisódio todo dedicado ao grupo) já sabe o que achamos dessa música. Mas aqui é o momento de falar dela com um pouquinho mais de detalhe, enquanto relembramos que foi uma surpresa a música ser tão boa quanto ela é em comparação a farofa que foi Maverick (música).

Nesse mesmo minisódio, vocês me ouviram citar Rag’n’Bone Man porque desde que Hypnotized saiu ninguém pode me convencer que ela e Human não são primas de segundo grau. A cadência das duas músicas são similares e suas marcações são feitas de maneiras diferentes, mas que poderiam facilmente sentar juntas no lanche. Rag’n’Bone Man utiliza de um coro enquanto Hypnotized aposta em uma distorção de baixo. As meras semelhanças segundo as vozes da minha cabeça acabam aí, entretanto, porque o caminho que Hypnotized toma é bem diferente da mensagem de Human.

Ainda sem sair do mundo das músicas primas e que sentam juntas no lanche, todo mundo tem a prima gótica suave, e a de Hypnotized é Red Sun, do Dreamcatcher. Lá, as meninas fizeram um ótimo trabalho em seduzir e hipnotizar o ouvinte com seus vocais suaves e toques de caixinha de música, prestes a avisar que mais tarde teria tortura psicológica.

Hypnotized é quase isso, mas aqui o instrumental é simples e ao invés de ter caixinhas de música, o ritmo que te prende é feito exclusivamente por uma linha de baixo e percussão, que a aumentam e diminuem de volume de acordo com a parte da música. Ela é praticamente stripped, acústica, porque além desses dois instrumentais o que você tem são os vocais todos em um registro mais baixo, que é o ponto extra de sedução para que você termine igual a letra da música: hipnotizado.

Te dá vontade de ouvir de novo e de novo e de novo, o hypnotized que os meninos falam e sussurram aqui e ali preso na cabeça e o instrumental simples e pontual te envolvem de um jeito que você nem percebe. E é simplesmente ótimo.

Ouça o nosso episódio sobre a era Maverick do The Boyz

TOP 15

4. WOODZ – Sour Candy
5. KEY – Saturday Night
6. Monsta X – Mercy
7. Lee Hi – Intentions (mini 26)
8. AB6IX – Do You Remember (EP 33)
9. ONF – Dry Ice
10. Gaho – Part-Time Lover (vídeo)
11. AKMU – Everest
12. E’LAST – Muse (EP 35)
13. StayC – Slow Down
14. Stray Kids – Winter Falls
15. TWICE – FILA

Música Título

1. KEY – Bad Love

Cambs

Eu sei, eu sei. Você deve estar olhando isso aqui pensando “Meu Deus eles vão falar de Bad Love de novo?“. E a resposta é: sim, rs. Em nossa defesa, não tinha como não colocar Bad Love, tanto música quanto álbum, nas nossas listas, e esse é o resultado. Vai ter mais depois, calma ai.

Mas voltando ao que interessa, Bad Love é uma música ótima. E é por isso que a equipe KPT fala tanto dela porque meu deus que música BOA. O retrô anos 80 dos sintetizadores pop é perfeito, e lá no Episódio 32 onde fomos completamente controlades sobre Bad Love, o Caio apontou que era um conceito Tears for Fears (o que me deixou em choque por não ter pego a referência antes, não nego) e é exatamente isso. É a batida pra cima e dançante com uma letra e história não tão brilhantes assim, que são carregados pelo vocal sentimental e potente do Kibum.

A parte final da música é também seu ápice, então é sempre importante mandar aquele salve extra. Da ponte pra frente a emoção se intensifica e é tudo um grande pontinho de exclamação até os momentos finais da música que são carregados pelos oooh oooh ooooooooh ooooooh libertadores. Representações reais do gif do Bob Esponja flutuando e virando uma bola de luz.

Tudo funciona perfeitamente bem, e não colocá-la em listas de melhores do ano é simplesmente um crime e falta de caráter. Brincadeira… Ou não, você não precisa dessa negatividade de quem não reconhece uma obra de arte dessas na sua vida.

Leia nosso texto sobre “Bad Love” e a temática do relacionamento abusivo no k-pop

2. WOODZ – Waiting

By

Quando sairam os primeiros teasers de Waiting, a gente soube como fato que a música conversaria com Love me Harder, faixa de 2020 oriunda seu primeiro mini-álbum Equal, não sonoramente, mas com elementos paralelos àquele que até achamos que teria uma sequência até desistirmos de esperar.

Tanto no vídeo de Parake quanto no de Waiting, há uma brincadeira com Groundhog Day (Feitiço do Tempo, 1993) no qual o protagonista parece acordar sempre no mesmo dia, sempre após ser atacado por sua amante, mas a diferença principal é que Parake usa de um tom bem humorado, como quem se diverte com o que está acontecendo mesmo que o personagem de WOODZ comece a ficar cada vez mais enlouquecido com essas repetições, demorando a entender o que lhe aconteceu.

Waiting realmente tem cara de sequência. Como se, após entender seu destino, WOODZ mudou de curso só para ser perseguido por sua amante novamente. Em dramáticos 3 minutos e meio, novamente entramos em loop ao acompanhar as repetições da história de um homem que não consegue escapar de um ciclo que continua o puxando para dentro e sonoramente a música entrega tanto quanto entregou os visuais. Cinematográfica em todos os aspectos, talvez sua genialidade fique ainda mais evidente ao observar que essa faixa fecha um álbum chamado Only Lovers Left (que vamos falar sobre ali pra baixo).

Um pacote completo como sempre entrega nosso querido Luizinho.

3. PIXY – Addicted

Caio

Não se deixe enganar pelos ruídos de arma de fogo inseridos na produção de “Addicted”, ou pela batida intensa de hip hop que domina a música durante o primeiro verso da rapper Lola – ao invés disso, a chave para entender a title do álbum mais recente do PIXY é a ponte, levada pela voz suave de Sua e por uma combinação delicada de piano analógico e cordas.

“Addicted” é, em seu coração, um número épico de soul music, encapsulado pela cadência ofegante que marca o último verso de seu refrão, onde as meninas do PIXY se declaram suplicantemente “vi… ci… a… das…” em seu interlocutor. E quem carrega os momentos mais intensos dessa conexão da faixa com o gênero são as vocalistas Ella e Dia, que esticam as vozes em tons ardidos e emocionais durante os refrões.

Intervindo em meio a essa canção perdida das Supremes transformada sofisticadamente em noise music (sintetizadores rasgados, grunhidos graves e arranhões agudos arrepiantes), a rapper e compositora Satbyeol rouba a canção com seus versos climáticos, que abrem mão da cadência simétrica do hip hop por uma expressão quase falada do mundo sombrio e particular do PIXY.

Poucas vezes o “barulho” característico da 4ª geração do k-pop soou tão bem.

Ouça o nosso episódio sobre a era Temptation do PIXY

TOP 15

4. E’LAST – Dark Dream (EP 35)
5. BTOB – Outsider (EP 32)
6. PinkFantasy – 기기괴괴
7. Dreamcatcher – BEcause (EP 31)
8. Purple Kiss – Zombie (EP 32)
9. Eunhyuk – be
10. Monsta X – Rush Hour
11. ATEEZ – Deja Vu (EP 34)
12. Ha Sung Woon – Strawberry Gum
13. IVE – Eleven
14. Hwa Sa – I’m a 빛
15. Weeekly – Holiday Party (EP 27)

Álbum

1. KEY – Bad Love

By

Se teve algo que nossa equipe não calou a boca sobe neste segundo semestre, foi o álbum do Key. De comparações à Rihanna ao headliner do nosso episódio 32, neste ponto de 2021 será que existem mais formas de falar sobre Bad Love?

Bom, pra começo de conversa, quem gosta de música, especialmente as que transcendem o sonoro, terá muita dificuldade em não gostar deste álbum, porque como comentamos no EP32, ele foi montado para ser uma trilha sonora – grandioso, coeso, arrebatador. E como já falamos da música título agorinha, quero focar nos lados B que ajudaram a compor essa verdadeira obra prima que redeu a primeira vitória da carreira solo do Key.

Com seis faixas intrinsecamente conectadas que ainda assim têm cada uma sua própria cor, viajamos por uma aventura romântica de cidade grande na qual as coisas estão fadadas a dar errado. Um amor ruim, fosse por ser entre as pessoas erradas ou pelas certas no momento errado (Hate that…), interprete como achar apropriado, só saiba que que Key não cantou um final feliz. Tal qual Bruce e Selina, o relacionamento aqui está destinado à tragédia mesmo que seus momentos mais animados (Helium, Saturday Night) queiram fazer o ouvinte ter uma pontinha de esperança.

Assim como os outros dois álbuns que compoem o top 3 desta lista, Bad Love foi estruturado de uma maneira impecável e satisfatória, mas que mesmo assim vai te fazer voltar pro começo quando a última e melancólica faixa terminar. Redondo, bem amarrado, e com gosto de quero mais? Todo álbum devia ser assim, mas poucos realmente conseguem. A gente teve sorte de encontrar uma quantidade interessante deles em 2021.

Ouça o nosso episódio sobre a era Bad Love do KEY

2. WOODZ – Only Lovers Left

Caio

A forma como o Only Lovers Left, mini-álbum mais recente de WOODZ (nosso eterno “Luizinho”), mostra suas garras aos poucos durante as suas seis faixas é um testamento à consciência pop com a qual ele foi feito.

Começando com um R&B quase acústico com mensagem fofa para os fãs internacionais (“Multiply”), o disco flerta com as guitarras durante as duas canções seguintes, “Thinkin Bout You” (que não estaria fora de lugar em um disco de Usher) e “Sour Candy” (uma grande homenagem a Prince, se você me perguntar), mas a virada para a segunda metade do álbum é chocante mesmo assim.

“Kiss of Fire” mostra WOODZ abraçando a influência do rock na produção do disco, abusando de baterias e guitarras ao mesmo tempo que cria uma pérola de sensualidade inspirada pelo tango (É sério! Um dos tangos mais famosos da argentina tem uma versão muito popular batizada “Beso de Fuego“). “Chaser” só faz escancarar ainda mais esse mergulho no rock, e “Waiting” fecha o ciclo ao trazer (em 3:07) um épico de bateria e violão que remete – bear with me here – à forma como a clássica “Hotel California” usa esses instrumentos.

Para um artista que parecia tão confortável e tão articulado dentro do R&B em seu outro lançamento do ano (Set, que entrou na nossa lista de melhores do primeiro semestre), Only Lovers Left serve para mostrar que WOODZ não está acomodado àquilo que sabe fazer melhor do que ninguém – há ainda, dentro dele, a energia criativa para tentar coisas novas e testar a própria excelência em outros territórios. Ainda bem.

3. CIX – OK Prologue: Be OK

Cambs

Lá em cima, vocês viram o Caio dizendo que Off My Mind te leva para outro mundo por toda música, e aqui eu vou não apenas utilizar essa fala dele, como vou expandir para todo o álbum Ok Prologue: BE OK.

O primeiro álbum completo de estúdio dos meninos chegou assim como sua nova era e sua história, uma vez que os meninos finalmente chegaram ao Purgatório em sua teoria de A Divina Comédia. O que o futuro reserva ainda é um mistério, mas por enquanto o primeiro passo dessa nova era é simplesmente perfeito.

Uma das marcas registradas do CIX é começar seus álbuns com músicas que vão direto na sua cara e ainda te fazem agradecer pelo tapa, então obviamente aqui não foi diferente. A música de abertura é Bad Dream, que depois ganhou alguns stages de promoção, e ela é poderosa enquanto brinca de ser rápida e devagar e um EDM singelo que te prende do começo ao fim. Off My Mind já foi mencionada lá em cima, e ela vem logo em seguida com seu elemento de disco. Depois dessas duas faixas, já dá para entender que os meninos tentaram de tudo no álbum.

A próxima música é a faixa título do álbum, Wave, que é uma deliciosa faixa de verão levemente barulhenta com seus sintetizadores e EDM. É feita para se ouvir no volume alto e cantar o refrão junto no melhor coreano errado. Ela é feliz, mas provavelmente um feliz com um pezinho de Mumford&Sons em Little Lion Man e Eternal Sunshine do ATEEZ, onde você dança, mas no fundo você sabe que algo de errado não está certo. Dá para perceber isso mais claro quando você assiste ao MV de Wave até o fim, mas não discutiremos sobre este trauma aqui.

Seguindo o álbum, nós temos Lost que veio diretamente da transição dos anos 90 e 2000, com uma pontinha de sintetizadores anos 80, e que muito obviamente passaria na MTV com um vídeo quadrado e efeitos de tela. É ótima para dançar no meio da sala e ficar cantando I’m so lost, lost, lost. Até porque, logo em seguida, com muito mais cara de música anos 2000 vem Genie in a Bottle. Eu sei que você pensou na da Christina Aguilera, e talvez elas morem na mesma rua e se deem bom dia, mas aqui o CIX investe em um tempo mais rápido com mais batidas funky e palmas que marcam as estruturas da música.

Até agora, nós estávamos dançando e pulando (e poppeando…. we jopping), mas CIX é CIX e lembra que eu disse que depois de duas músicas já dava para saber que eles tentaram de tudo no álbum? Então. Esse álbum foi lançado na época de verão, então imagine que a primeira parte do álbum acontece durante o dia, e a segunda parte é quando o sol começa a se por e é hora de se divertir de maneiras mais de boa. A música 20살 marca a mudança de suavidade do álbum, sem perder a ritmo dançante e energético, mas ela tem esse ar de ser mais leve. ICE também ganhou um stage, e ela é toda trabalhada naquele R&B gostosinho, chiclete e meio feito para seduzir que o Baekhyun faz tão bem (collab when!).

In&Out vem em sequência e ela solta a mão do R&B para abraçar o ritmo de funky house e pop com tempo lento. Aquele riff de guitarra que ouvimos tão bem em Lose Yourself do Dance, do Daft Punk, aparece no refrão para o transformar em algo que te faz flutuar de tão gostoso que fica de ouvir. Dançar no meio da sala só que mais suave? Tá bem aqui a música pra você então.

Tá sentindo falta de uma representação para você que tá na fossa e quer música triste? Não sinta mais. Confession é a balada triste do álbum e, nossa, ela é triste. O que faz sentido já que a letra fala da falta de alguém e sobre estar manchado com arrependimento. Há quem diga (eu) que possa ser parte da teoria deles, mas não iremos neste âmbito hoje. O piano sentimental que está presente por toda música junto dos vocais sofridos são a cereja do bolo.

E finalmente chegamos na última música que é nada mais do que aquele abraço gostoso que diz que tudo vai ficar bem. Here For You é toda em inglês, que é para mais pessoas entenderem a mensagem de que eles estão lá para nós, para os momentos bons e ruins e que o futuro vai ser bom. Ela é quase acústica, com os maiores destaques sendo o violão e os vocais dos meninos, que é para deixar aquele calorzinho no coração ainda melhor.

Aqui fica um salve extra para o BX, que não apenas é rapper, mas também é um ótimo vocalista e agora produtor que trabalhou no álbum e assim deu mais a carinha do CIX para ele. O Prologue: BE Ok é ótimo do começo ao fim, com uma diversidade musical que consegue conversar entre si. Os vocais são outro ápice de cada música, então é… CIX, né minha gente. Incrível.

TOP 15

4. ATEEZ – ZERO FEVER: EPILOGUE (EP 34)
5. Monsta X – No Limit
6. PIXY – Fairyforest: Temptation (mini 25)
7. The Boyz – Maverick (mini 25)
8. Lee Hi – 4 Only
9. ONF – Popping
10. AB6IX – Mo’ Complete (EP 33)
11. AKMU – Next Episode
12. Do Han Se – Blaze
13. TWICE – Formula of LOVE: O+T=<3
14. SUNMI – 1/6 (EP 32)
15. Dreamcatcher – [Summer Holiday] (EP 31)

3° K-Pop Top Awards

A gente sabe que vocês ainda devem estar se perguntando o que é esse KPTA no título, então sentem aqui rapidão que nós vamos explicar. O K-pop Top Awards, ou KPTA, é uma premiação Super Séria (não) que nossa equipe faz. Já fizemos duas edições semestrais, e essa é nossa primeira edição anual, dá pra ver o que rolou acompanhando essa tag aqui.

se você prestou atenção, essas listas levam o fofo nome de “Esquenta KPTA”. O que isso quer dizer?

Bom, primeiro sim, foi uma forma de ajudar nossos leitores, seguidores e ouvintes a lembrar o que foi lançado de bom ao longo do ano porque sim, vamos ter a terceira edição do K-Pop Top Awards!

O anúncio oficial será em alguns dias, mas já podemos adiantar que durante o mês de janeiro você poderá indicar em 12 categorias e votar em 20, além de concorrer a um sorteio na nossa parceira Taeilsmate Store com um prêmio que só contaremos quando for a hora certa, então fiquem de olho (mas se você quiser se preparar, a dica é: tenha conta no twitter, siga nosso perfil e o da loja).

Teremos indicados pela equipe, por júri técnico de convidados e pelo público, tudo para formar um top10 e deixar vocês, nossos queridos ouvintes, votar em seus favoritos. A premiação começa mesmo no mês que vem, então não deixem de ficar de olho no nosso twitter para mais informações sobre quando e como indicar e votar nos favoritos de vocês, viu?

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