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Pois é, pessoal: a gente tenta, mas nunca dá tempo de falar de tudo que o maravilhoso mundo da música coreana nos traz todos os anos. Por isso mesmo que criamos essa nova série especial, apropriadamente batizada de “não entrou na pauta, mas entrou no nosso coração!“.

Se você é daqueles que vive reclamando que o KPT não fala dos seus faves, talvez agora seja o seu momento – e fica o aviso: esse é só o primeiro de três posts dessa série, então pode aguardar mais Hot Takes™ vindo por aí.

Stray Kids – Winter Falls

Caio

Eu tenho medo de dizer que Winter Falls é melhor música que já ouvi do Stray Kids (não de 2021, mas, tipo, da carreira toda deles…) e ser taxado de hater – principalmente porque, quando eu sou hater de alguma coisa, eu geralmente assumo, e eu não sou hater do Stray Kids. Acontece que Winter Falls é boa demais. Mesmo dentro de um excelente (atenção: excelente) EP de Natal, seguindo a divertidíssima “Christmas EveL” e a calorosa “24 to 25”, a canção se destaca com facilidade. A estrutura dela vira a power ballad de cabeça para baixo, combinando a linha melódica hip hop dos versos com os sintetizadores graves e corais que energizam um refrão que só pode ser definido como antêmico. Adicione o Felix posando diante de um cenário de puro bisexual lighting e pronto, você tem a música da carreira.

Cambs

O álbum de natal do Stray Kids e a segunda música título, Winter Falls, teve o mesmo efeito de quando o grupo lançou Levanter, e é isso. Quem entendeu, entendeu. O instrumental que beira o acústico por mais de metade da música, mas depois aposta em sintetizadores e instrumentos elétricos constroem uma sonoridade quase nostálgica, que te faz pensar nos tempos melhores da vida… O que em teoria combina com a letra da música sobre um término de relacionamento (platônico ou romântico, rs) que ainda não foi superado. Além disso, talvez seja as partes em acústico do instrumental, ou o modo perfeito que vocal e rap se intercalam, ou até mesmo as harmonias de vocais bem pontuadas durante toda a música, mas algo aqui tem um toque mágico, que deixa fácil de fechar os olhos e viajar mentalmente enquanto a música toca. 10 estrelas. Minha única reclamação é o tamanho da beleza do Lee Know deste MV colorido de azul, porque não sou obrigada.

Cambs

É verdade que o Jihoon não lançou Gotcha de novo, mas tá tudo bem porque ele continua lançando música boa. É o jeitinho dele. Mas desde Gotcha o movimento de “eu sou uma grande gostosa” cresceu, o que resultou em momentos ótimos como quando ele botou um cropped e reagiu em Gallery. O comeback que veio para surfar na onda da hype da novelinha At a Distance, Spring is Green que o Jihoon atuou, Gallery é feita de um groovy delicioso de se ouvir e que facilmente senta no repeat. Saindo em agosto, o que seria já um fim de verão na Coreia, Gallery ainda tem esse frescor da estação, só que de uma maneira mais chique e com classe. Um dos precursores do conceito de “a obra de arte sou eu”, que vamos ver em 2022 (mas falaremos disso em outro post, shhh). A música é ótima, dá pra dançar no meio da sala ou ouvir no carro, e te dá vontade de ouvir de novo e novo enquanto o refrão quase vazio fica na sua cabeça.

Serious, o comeback seguinte do Jihoon, segue a mesma linha de refrão que gruda na cabeça. Aqui o refrão é cheio, assim como o groovy aqui é diferente: mais grave, como se fosse te seduzir. Todas as cores vibrantes de Gallery foram trocadas por tons frios e pelo menos uma das luzes foi embora, mas calma que aqui não é filme de Hollywood então ainda dá pra enxergar o que tá acontecendo na tela. Ainda temos tons de vermelho e sépia que piscam na tela, principalmente para marcar a mudança de instrumental do pré-refrão que te pega de surpresa. E Jihoon é all rounder, né? Ele lembrou bem a galera disso, sendo vocal, rapper e dançarino com classe nos seus dois comebacks.

Os dois mini-albuns, My Collection e HOT&COLD, também merecem um salve rápido, então não deixem de ouvir. Um salve pro Jihoon, servindo sempre.

Cravity – Reis do lado B

By

Depois de falarmos do Cravity lá no episódio 21 (que vocês não sabem, mas tem um pedação de áudio no qual a gente tenta adivinhar qual lado B teria vídeo e erramos…. consideravelmente), os meninos soltaram vídeo para Bad Habits, uma das bsides mais fedidas da discografia inteira deles que, por incrível que pareça, charteou super bem na Coreia. Isso porque o grupo chegou num platô nos últimos comebacks que não sabemos porque aconteceu, mas pelo menos aqui eles voltaram a dar um pouco o que falar (Bad Habits até foi indicada como melhor lado b em algumas listas por aí!) e eu gosto de atribuir a culpa desse mini-hit ao líder do grupo, Serim, porque ele é está um NOJO.

Quase deselegante, ela contrasta sonoramente em praticamente tudo comparada ao lado b do comeback seguinte que também teve vídeo: Veni Vidi Vici. Exceto, talvez, pelo fato de que a cada lançamento os meninos da maknae line estão mais crescidos e a gente chora toda vez que vê. Orientada pelos vocais em tudo que Bad Habits era orientada pelos rappers, tanto Seongmin quanto Jungmo têm a chance de brilhar ao lado de Woobin, assim como as pontuações de rap dão um toque especial para a Veni Vidi Vici como os vocais davam o toque na faixa anterior. Lançamentos bem balanceados no melhor estilo Thanos, as faixas são crescedoras, mesmo que você já tenha gostado delas na primeira ouvida.

Cambs

Como típico do KPT, logo depois que nós soltamos o episódio com o Cravity (e tivemos momentos igual a By disse ali em cima), o vídeo de performance de Bad Habits apareceu. Nem dá pra ficar brava pensando na pauta, porque a música é tão boa que tá mais que certo ter ganhado vídeo. Levemente mais palatável aos ouvidos da galera do que My Turn foi pra muita gente, o investimento em conceito forte para eles aqui ficou bom demais. O refrão que gruda na cabeça, as crianças dizendo que eles são os maiorais, a facilidade que o instrumental te faz rebolar a raba… Simplesmente sem defeitos. A coreografia é um ponto extra na música, que te faz ficar ainda mais preso nela. A sincronia, a audácia, a fluidez… Ícones.

Já a segunda b-side com vídeo especial, Veni Vidi Vici, é a audácia de maneira sutil. Sabe lá no Park Jihoon que eu falei que ele reagiu e botou um cropped? O Cravity fez isso aqui também, além de trabalharem quase nessa mesma linha de contraste entre um lançamento e outro. Veni Vidi Vici investe nos instrumentos de sopro junto do sintetizador e baixo, além de adicionar uma guitarra no break dance que !!!. O momento exato em que você pensa que essa música facilmente estaria em final de filme de luta. E por falar no break dance…. O que é a coreografia dessa música? Principalmente nesse dance break? A ideia de divisão em duplas para depois juntar todo mundo? O coreógrafo merece um beijo. Embora apreciadora da farofada que é Gas Pedal, Veni Vidi Vici deveria ter sido a título pelo balanço ótimo de barulheira e classe, porque o conceito mais acertado do Cravity é a classe, que vimos lá em Flame, e voltou aqui.

E eu sei que eu acabei de falar que o maior conceito do Cravity era o classy, mas sabe um que eles também acertam bem? O fresh. Então cabe a Starship criar vergonha na cara e nos dar uma música título que seja fresh classy para os meninos. Divin foi a última b-side que ganhou um vídeo especial, e ela é uma música de verão adorável com os meninos sendo adoráveis no vídeo self-cam, então não tem defeitos.

ORBIT – Blind, Dionaea e Eclipse

Cambs

É verdade que o Orbit conquista a equipe KPT mais pelas b-sides do que pelas músicas título em si, mas não dá pra negar que elas são boas. Os dois primeiros EPs do grupo saíram esse ano, e todas elas seguem mais ou menos o mesmo conceito de classe, elegância e um leeeeeve groovy dançante que tem umas mudanças aqui e ali a cada música. Os meninos exploram outros ritmos e construções nas b-sides de cada EP, que valem a pena conferir, mas eles sabem que essa elegância dançante funciona para eles e estão certíssimos em investir nisso.

Começando então pelas duas músicas título do Enchant, o primeiro EP, temos Blind e Dionaea. Blind é toda com o ritmo marcadinho que você consegue seguir as marcações estalando os dedos, algo que inclusive faz parte do instrumental. Blind é para você fazer aquelas dancinhas sexy sem ser vulgar no meio da sala, para acompanhar a letra da música, e também a vibe de sensual sutil que ela tem. Já Dionaea, nomeada em homenagem a planta carnívora, é mais melancólica, meio triste meio uma declaração de amor meio… algo no meio desses dois. A letra é uma graça, então eu voto mais na opção de declaração de amor, mas a construção do instrumental tem essa pontinha de melancolia.

Nos MVs, aparentemente o grupo está dividido em duas sub-units, embora os 7 integrantes cantem as duas músicas. Não acompanho o grupo de perto, então não sei o que rolou, mas sei que os dois vídeos tinham menos de 7 pessoas, então se você chegou agora e ficou perdide: é nóis.

A confusão passa com o próximo comeback, Eclipse, que é a única música título do segundo EP do grupo e tá todo mundo nele. Ela é a minha favorita deles do ano passado, e essa volta da sedução dançante com classe ficou ótima. O refrão gruda na cabeça, o instrumental que vai de sutil até um house edm rápido e baixo na ponte que me fez pensar em Rockafeller Skank, do FatBoy Slim, que é pra vocês não sentirem falta de uma comparação levemente cursed aqui.

A classe combina bem com o grupo que consegue equilibrar os vocais e os raps, principalmente o vocal agudo do maknae Yugo, além de todos os MVs serem simplesmente lindos. A+.

Maddox – Knight

By

Fui atrás de ouvir Knight de tanto ver o Caio falando sobre nas redes sociais da vida e não me arrependi, mesmo sabendo que não me arrependeria mesmo porque ele é um dos caras por trás da discografia impecável do ATEEZ. Com uma voz de veludo e agudos impecáveis, Maddox te faz querer ser uma princesa em apuros para ser resgatada por esse cavalheiro corajoso. A música é cantada de um jeito tão hipnotizante que a própria KQ publicou uma versão “loop de 1 hora” no youtube. Simplesmente encantador e eu continuo esperando um dueto acústico dele com Luizinho.

Caio

A palavra correta para Knight é feitiço. Desde as primeiras notas do violão que leva a canção, a canção do (obscenamente talentoso) Maddox te envolve no balanço gentil de uma rede estendida no quintal durante um domingo quente. A coisa mais próxima disso que eu me lembro de ouvir é “Carnival Town“, canção de 2004 de Norah Jones, que parece bem diferente com o seu piano serpenteante (que música de Norah não tem isso?), mas emprega a mesma melodia arrastada, estendida em notas perfeitamente executadas pelos vocalistas, para acalmar o caos da sua cabeça e te mergulhar em um mundo pacífico, romântico e melancólico do qual é sempre um grande sacrifício sair. Aquele loop de 1h que a By indicou é uma boa pedida mesmo.

ICHILLIN’ – GOT’YA e Fresh

Cambs

O ICHILLIN’ debutou esse ano e já promete bastante. Investindo no conceito de Candy Crush, intitulado pela equipe KPT, tanto do debut com GOT’YA quanto o primeiro comeback com Fresh seguem essa linha com um adicional de ser dançante. GOT’YA lançou as meninas como filhas de outra empresa do Weki Meki, e isso sempre vai ser um elogio, mas também foi porque a progressão da música é parecida com a de Picky Picky. GOT’YA também é chiclete, o refrão gruda na sua cabeça e você se pega cantarolando ele em momentos aleatórios.

Fresh foi por outro caminho e tem uma construção instrumental que em teoria é uma colcha de retalhos, só que funciona bem. E sim, eu tô falando daquele dance break que me pegou de surpresa, obrigada. A energia de música de líder de torcida aqui é bem maior, então você não pode mudar minha opinião de que Fresh estaria na trilha sonora de um filme d’As Apimentadas.

As meninas tem aquele arzinho de rookie ainda, mas se seguirem o caminho e talvez até mandarem mais do conceito Candy Crush, certeza que vai dar certo e elas vão crescer daqui pra frente.

N.Flying – Moonshot e Sober

By

O N.Flying figurava na minha lista de “bandas legalzinhas” desde que entrei no k-pop, mas foi a chicletenta (e questionável) Oh really. seguida do ótimo solo de J.DON que me fizera passar a cantar as músicas deles aos quatro ventos. Moonshot, com sua clara referência a Frejat, é toda compassada, te faz dançar e cantar junto com um refrão que fica na sua cabeça… até você ouvir Sober, que é mais voltada pra balada, mas tão boa??? Num estilo meio Pearl Jam, Sober tem estado na minha playlist desde que foi lançada e eu não canso dos vocais deles, especialmente no refrão em 3 partes com sua crescente maravilhosa e progressão de bateria impecável.

Cambs

Quase na mesma linha da By, eu acompanhava N.Flying “por cima”, sabia o que acontecia aqui e ali, mas nunca fui a fundo. Mas eu sabia que eles eram bons, e tinha músicas salvas nas minhas playlists. Mas Moonshot é simplesmente… uma obra de arte. Te pegando de surpresa e mandando o refrão já com 30 segundos de música, mas sem iniciar com ele, a música toda marcadinha que vai incrementando os instrumentos um por vez ou todos juntos é tão boa de ouvir. A cadência diferente da frase do pós-refrão, que também fica na cabeça, dá um extra e aí… é simplesmente tão bom e gostosinho de ouvir. E sim, eu ouvi Moonshot em uma quantidade saudável desde que saiu ok! Serotonina pra mim, pra ficar de boa, as referências ou simplesmente a história do MV e todo o conjunto é ótimo. 

E ai!! Não contentes em já terem lançado uma das melhores músicas do ano, o N.Flying voltou com Sober que é tão boa quanto Moonshot. A By falou de Pearl Jam, mas eu queria apontar que essa cadência de balada é levemente uma cadência de valsa com um tempo mais acelerado, com esse arzinho de balada antiga, ou uma música de baile de filme adolescente norte-americano. O ponto mais encantador pra mim aqui é como, mesmo parecendo que a história da música é sobre a tristeza e escapismo, ela é mais como uma continuação calma do “continue tentando” que Moonshot teve. Aquele abracinho de vai ficar tudo bem, sabe? Bom demais, obrigada por tudo N.Flying.

Jessi – What Type of X e Cold-Blooded

By

Esses dias li uma entrevista do Supla em que, quando perguntado se o rock estava morrendo, ele respondeu que claramente não. Rock ‘n Roll é sobre atitude, e em exemplo dele mesmo, tem muito rapper mais estrela de rock que a galera de guitarra e camisa preta. A Jessi tá aqui pra provar esse ponto – e declara em alto e bom tom acima dos riffs que estruturam What Type of XI’m a motherf-cking rockstar” só pra solidificar seu ponto. Foi com esse single que a polêmica rapper confirmou seu reinado depois do hit massivo do ano anterior e é isso que a gente gosta de ver, porque como falamos no episódio 14, o que Jessi mais queria era ser reconhecida pela sua música, mais do que pelos seus memes. Veio aí, e ficou.

Não à toa, foi ela a escolhida para cantar a música da final do Street Woman Fighter, Cold Blooded, e mais do que apropriado porque a competição foi exatamente o que a gente esperaria ver a Jessi participar. Com uma faixa tão poderosa quanto o programa de sobrevivência, Jessi ainda foi elogiada por dar espaço do MV para deixar as moças brilharem ao invés de tentar tomar espaço aparecendo em todas as estrofes.

Dois lançamentos excelentes para rebolar, mas ao mesmo tempo com vibes muito diferentes (uma agressiva, outra fedida), a gente continua recebendo o melhor da Jessi Artista e queremos que continue assim por bastante tempo.

DKB – All In e Rollercoaster

Caio

Ninguém da 4ª geração faz R&B melhor que o DKB. Ninguém. This is the hill I’ll die on, e os dois comebacks dos meninos esse ano só fizeram reforçar a minha opinião. É claro que, como um grupo com tanta ênfase na dança, eles estão sempre a procura de batidas contagiantes, mas a excelência do DKB vai além disso: está na forma como todas as melhores canções deles, incluindo All In e Rollercoaster, tem ganchos ridiculamente açucarados (sem serem óbvios demais), e na forma como os vocais deles combinam com aquele nível perfeitamente calibrado de autotune que o R&B contemporâneo usa (mas também como eles demonstram regularmente não precisar desse autotune todo). O The Dice is Cast, álbum do qual All In foi a title, é uma introdução particularmente perfeita aos charmes do DKB – além de três canções inéditas, ele traz uma compilação im-pe-cá-vel das melhores dos discos anteriores.

Cambs

Pra mim o DKB sempre teve um conceito de erro e acerto em alternância, então eu adorei que eles mandaram dois bons comebacks (na minha opinião, viu) em sequência. Quando All In saiu eu perturbei a equipe inteira pra ouvir não apenas porque eu gostei, mas também porque ela é tão música de segunda geração que eu fui até a Sam perguntar se tinha mesmo uma vibe de 2PM. Ela disse que não, mas a referência continua aí no meu coração, e é isso que importa. All In consegue uma ótima mistura de música da 2gen com momentos do pop mais moderno, tanto na construção do instrumental quanto na coreografia que tem até uns passinhos que a gente via em grupos 2gen. Bom demais, funcionou bem pra eles, a parte de rap contrastando com os vocais é ótima e a coreografia é ótima, além de ter uma parte no refrão chiclete (não minta, o jul geoya modu jul geoya modu ficou na sua cabeça) que é acessível pra gente dançar. Antes de passar para o próximo comeback, queria só deixar esse vídeo deles no It’s Live, ok obrigada.

Agora, falando de Rollercoaster, ela é mais moderna do que All In, mas ainda tem esse pézinho na década passada. E ela é tão gostosa de ouvir, música pra ficar de boa, sentir a vibe e dar aquela dançadinha na sala. Simplesmente sem defeitos. O R&B que carrega a música, e aquele instrumental levemente bossa nova que aparece no fundo, é ótimo. Os vocais são o ponto central aqui, mas o rap pontual é bom igual. A música toda é ótima, mas o refrão é algo que merece um salve extra porque que refrão BOM. A coreografia também é boa e tem um dinamismo que combina bastante com a música.

Por fim, eu só queria mandar um salve para o Junseo, que tá botando a cara no sol e tendo linhas e ficando na frente, o que é um avanço pra quem acompanhou (mesmo que por cima) a treta na época do debut. Brilha, Junseo!

2 centavos da By: O DKB provavelmente aparece nas minhas listas de mais ouvidos no Spotify e esse fato sempre vai me surpreender, mas a verdade é que eu ouço as músicas deles direto sem saber que são eles e é sempre ótimo porque eles soam como 2005 e eu amo.

TO1 – Son of a Beast e No More X

By

O TO1 passou por momentos turbulentos depois de um debut (sob o nome TOO) que tinha uma boa base para carregar o grupo por um bom tempo (como era o plano). Mudando de companhia mais de uma vez, nome e se adaptando a novos detalhes (o nome do fandom continua o mesmo, mas com uma grafia diferente, por exemplo), os meninos precisaram largar o conceito estruturado desde Magnólia e se reinventar. E reinvenção eles trouxeram – se não exatamente de maneira sonora, sim na forma de se apresentar.

EXCELENTES performers (eu ainda moro no cover de Rising Sun, okay?), a primeiro lançamento do grupo como TO1 foi com Son of Beast, uma faixa que claramente quer fazer uma afirmação e faz. Masculina, trabalhada na estética, com uma coreografia potente e afiada, mais uma vez somos lembrades que “eita, é mesmo, eles são bons!!”, mas é o lançamento seguinte que fez tudo pra mim.

Eu tenho certeza que a Cambs vai contar nossa História com No More X, então vou deixar essa parte pros parágrafos seguintes e partir direto pro meu ponto: ao mudar tudo, o TO1 viu uma oportunidade a aproveitou – a chance de deixar de lado o contrato que chamava J.YOU de center e poder, mais do que nunca, se apoiar na força central do grupo, que são os membros Chan, Kyungho e Donggeon. Embora sim, as linhas e tempo de tela sejam muito bem distribuídas entre os 10 membros, dá pra perceber que são esses três que atraem o olhar do público, são força motriz (sempre sob a liderança de Jaeyun, devo acrescentar!) e agora a Wake One pode tirar máximo proveito disso.

E ó, pode ser que a gente tenha perdido toda a narrativa do grupo que ficou na empresa anterior, mas no fim das contas essa mudança tá sendo bem executada e agora só falta o grupo Rollin-ficar.

Cambs

O que dizer de Son of Beast que foi o primeiro comeback repaginado do TO1 depois de vários momentos tensos pros meninos? Um ícone de música. A linha de baixo é uma delícia, as crescidas pontuais da música dão um ! extra na construção dela, e o refrão fica na cabeça. Às vezes, principalmente quando tinha acabado de sair, eu ouvia o “son of a beast” errado e ficava “meu deus como que deixaram as crianças falarem palavrão!”, e talvez esse seja o trocadilho da frase já que toda a música é feita no conceito de “eu vim pra causar”. Alguns pontos, como o piano que aparece na ponte e os sintetizadores, dão um ar de classe para Son of Beast, o que é um extra, viu?

Mas, o comeback seguinte foi o que me fez ficar pontinho de exclamação tal qual Magnólia tinha feito. A By deu a dica, mas a história resumida é: ela viu No More X primeiro e ficou “Cambs, quando que você vai ver essa música!!” e então, eu enrolada como sempre, tomei vergonha na cara e fui ver o comeback… E gritei muito no twitter porque eles mandaram uma farofada com conceito de vampiro!! VAMPIROS!! Foi claramente pra mim. Então não aceito críticas a No More X, se você não gostou dessa farofada levemente camp de vampiros, você é livre para estar errade e longe de mim!

Falando da música, já que eu acabei de mandar um parágrafo só de emoções, é aquela história: farofa. A noise music da quarta geração que foi bem utilizada no refrão feito só de um dam dam dam dam dam chicletento e alto. O refrão também contrasta com as partes mais calmas da música, que ainda tem uma espécie de sirene ou seja lá qual foi o nome daquele som, no fundo. Os raps são bons, os vocais também, mas a melhor parte da música é o pré-refrão. Aquele pré-refrão é o gif do Bob Esponja flutuando, um cinema poético, um dos melhores do ano e que te pega pelo pescoço (o que é ótimo pelo conceito de vampiro, rs). E que, inclusive, fez igual Moonshot que mandou o refrão em 30 segundos de música!

Assim como a By disse ali em cima, eles são ótimos performers e ambas as coreografias são satisfatórias de assistir. Tem dinamismo, quebra em units, formações de imagem e uma rotação de centers que dá um pouquinho para cada um dos meninos do grupo, o que faz tudo ser muito bom. E talvez eles não tenham uma linha mais fixa de teoria ou história (talvez, porque eu sou insuportável então é lógico que eu tenho teorias e multiversos. filho da besta seguido por vampiros? um carro em ambos mvs? conexões!), mas essa liberdade de rodar a roleta também é uma boa pedida e está funcionando para eles. Gostamos.

DRIPPIN – Young Blood, Free Pass e Vertigo

Caio

Full disclosure: o DRIPPIN já me deu entrevista, e eles são uns fofos. Não sou exatamente imparcial aqui. Dito isso, é incrível como Young Blood e Free Pass são injeções de energia bem-vindas ao procedimento por vezes mecânico dos lançamentos da 4ª geração – e isso não está só na sonoridade, mas na construção visual também. Na primeira música, a própria coreografia é construída para sublinhar a juventude dos meninos, com aquela pose de macho man (a música dos anos 80 mesmo) no refrão; na segunda, eles fazem poses fofas em meio a um gramado ensolarado, vestidos de marinheiros – precisa dizer mais? Embora eu talvez ame mais as b-sides do DRIPPIN do que as titles (a indicação certeira é “Stay“, uma canção do Bee Gees que o Bee Gees esqueceu de gravar), a verdade é que eles não erraram ainda e merecem muito mais amor do que recebem. Amem meus meninos agora! É uma ordem!

Cambs

O DRIPPIN é mais um daqueles casos de grupos que eu acompanho por cima, mas que considero bastante, mesmo que eu só conheça o Juninho (aka o Junho) por motivos de razões. 

Começando com Young Blood, eu fiquei meio perdida no rolê com a diferença de som de Nostalgia, embora não tão diferente assim já que também tinha essa pegada dance disco lá. Mas… nossa, sabe? Me fez pensar no AB6IX, que junto do NU’EST é um dos grupos que melhor executa esse tipo de sonoridade puxada pro EDM. Dito isso, ótima música pra dançar no meio da sala ou limpando a casa (meio específico, eu sei, mas já fiz e recomendo). O refrão também é daqueles que gruda na cabeça, e considerando o tanto de vezes que eu já falei isso nesse post talvez alguém saia dessa leitura com um mashup na cabeça… bem-vinde a minha vida, rs. Mas falando sério, os vocais e as harmonias ocasionais deles funcionam muito bem, tal qual os raps, mas aquela mudança breve no instrumental para a ponte é um dos pontos altos da música. A coreografia tem um arzinho de elegância sem perder esse conceito de jovialidade do nome da música, então é 10 estrelas.

E por falar em jovialidade, Free Pass foi o comeback de verão dos meninos, e ela é uma dose de felicidade. Dançante, feliz, a galera sendo bonitinha no MV e super pra dançar no meio da sala ou na piscina com os amigos. E tudo isso ainda sendo meio calma, se é que isso faz sentido. Não tem nada de explosivo na música, e ela segue um caminho quase constante tirando a ponte que traz uma mudança instrumental seguida de uma suspensão que é um dos pontos altos da música. E mesmo assim muito boa, um beijo pro DRIPPIN.

Por fim, mas não menos importante, o DRIPPIN faz parte do aplicativo Universe, então eles também tiveram um lançamento especial pela plataforma, sendo também um dos primeiros a aparecer no youtube do aplicativo. Vertigo é não apenas uma referência ao U2 (sim, eu tinha), mas ela também volta pro sintetizador e batida EDM e ela funciona muito bem pro grupo. E talvez seja pelo MV que é um filme por si só, mas pra mim a música tem energia de trilha sonora, então vou deixar isso aí no ar.

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cambs

3 Replies to “Não entrou na pauta, mas entrou no nosso coração #1”

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