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Um novo ano começou e com ele o K-Pop Top Podcast também inicia sua 3ª temporada. Tirando o verdadeiro milagre que isso é, queremos separar um momentinho para contar aqui no blog qual achamos que será o tom do k-pop em 2022.

MAX, STAYC, Kim Yohan

Nós fizemos algo semelhante em áudio lá no começo da 2ª temporada – confere aí embaixo – mas como não publicamos episódios sobre os lançamentos do início do ano ainda, achamos que seria uma boa ideia mostrar o panorama da música coreana e, diante disso, quais são os conceitos que achamos que serão recorrentes ao longo do ano.

Relembrando:

Na 2T, nossa aposta foi nos conceitos dark (ou sombrios), color pop, fedo e sexo. Quantos lançamentos de 2021 vocês conseguem encaixar nesses temas?

Pegando os lançamentos de janeiro e fevereiro (até agora), nós conseguimos separar alguns conceitos mais recorrentes – na maior parte das vezes considerando o lançamento como um todo ao invés de só a título – e ao final do post também tem alguns destaques particulares da equipe, tudo saído das vozes da nossa cabeça, mas acreditem: tem embasamento.

Bora saber o que a gente tá projetando ver no k-pop em 2022?

Avril Lavigne em 2004

Começando com um conceito que passou a ser predominante da metade pro final de 2021, o k-pop rock tem sido tão bem executado que fez a gente tirar o delineador e o cinto com tachinhas do armário. Não é surpresa, né? De 20 em 20 anos, mais ou menos, o público e os artistas descobrem que o que foi feito 20 anos atrás foi legal pacas. A vez dos emos ia chegar em algum momento.

Alguns artistas que já fizeram ótimas músicas de pop rock ano passado foram TOMORROW X TOGETHER, Pentagon (incluindo sua subunit de maknaes), AB6IX, Seventeen e Gaho, mas já em janeiro queremos falar mais sobre…

ENHYPEN

Existe algo de punk no grupo da HYBE, submetido ao esquema de pirâmide que são as fanfics NFT vinculadas ao tema exibido nos créditos finais dos seus últimos lançamentos, metendo uma cena de processadores explodindo no meio do MV, vocês não acham? Os dois álbuns do ENHYPEN que compõem essa era têm bastante base no rock (como inclusive comentamos no episódio 31) e solidificam uma carreira que ainda não errou: a cada lançamento, a gente não encontra uma faixa fraca, o que faz deles os donos da discografia mais impecável da Big Hit (e não, a gente não conta as subsidiárias adquiridas como “Big Hit”).

Se o movimento emo está mesmo circulando de volta (como claramente está), essa “revolta adolescente” retratada pelos meninos do ENHYPEN é reflexo direto do que tocava nos nossos aparelhos mp3 e ringtones em meados dos anos 2000, ou seja, exatamente o que a gente espera ver desse tipo de rock ‘n roll.

RAVI

Uma coisa a gente tem que admitir: enquanto nossos outros selecionados dessa categoria ficam passeando por um território meio difuso de rock dos anos 2000, chupando inspirações de várias fontes diferentes, o RAVI foi lá e criou um disco todo que é uma ode à sonoridade específica das bandinhas emo populares influenciadas pelo hip hop, como o Simple Plan e o Good Charlotte.

Está tudo aqui: o filtro de voz específico que faz o RAVI parecer ainda mais fanho (é um elogio, gente, acho um charme!), o riff de guitarra simplão que nunca sai dos tons mais graves, a melodia circular e repetitiva para grudar na cabeça, as durações curtinhas emprestadas do punk (e não do pop americano contemporâneo, que corta as canções de forma e por motivos diferentes). Pra quem realmente curtia esse tipo de música, o Love & Fight e sua title, “Winner”, são o momento.

Menção honrosa para…

TOP MTV anos 2010

Quem viveu a era levemente de volta à música da MTV na TV aberta lembra do Top 10 MTV, que mandava as mais escolhidas pela galera e sempre era uma salada de frutas de qualidade. De músicas mais experimentais para a época aos EDMs às vezes duvidosos (mas que ficavam na cabeça), de rock a inspiração latina, tinha de tudo e mais um pouco e talvez tudo pareça com o que temos hoje em dia… por um motivo, hehe.

Esse conceito é aquela música que voce escuta e pensa: “meu deus, eu ouviria isso aqui indo pra escola” (ou similares). E, se você acha alguma música a cara de trilha de Malhação ou da compilação Summer Electrohits, é porque a nostalgia da década de 2010 já está entre nós (como discorremos sobre algumas vezes em episódios esporádicos do podcast).

Apink

Meio b-side obscura da Rihanna, meio definitivamente algo que estaria na discografia do Destiny’s Child, o último álbum do Apink e sua título “Dilemma” te fazem ficar o tempo todo oscilando entre “isso slapeia”, “meu Deus, qual é a referência?!?” e “hm….. that’s gay” e, sabe, tudo bem. Essa é a essência do pop que permeava o Top MTV em 2010 e meio que a marca do pop desde sempre, então quem somos nós para julgar, não é mesmo?

STAYC

Com uma faixa título que deixaria Charli XCX orgulhosa, o comeback mais recente do STAYC foi um dos mais sólidos da carreira das meninas. Pode ser que não vire um viral massivo como foi “ASAP”, mas parece que nem foi essa a intenção. Todo o álbum é impecável, estruturado para mostrar bem a cor das meninas, que cada vez mais têm seu próprio estilo, e tá sendo uma delícia ver que elas estão trazendo o melhor dos dois mundos: uma sonoridade que a gente conhece e ama unida a algo refrescante que a nova geração sempre tem a oferecer. Além do mais, se esse instrumental não te joga de volta para viagens de ônibus pela cidade no fim da tarde, eu não sei o que mais jogaria.

Menção honrosa para…

A obra de arte sou eu

Às vezes (e um dia a nossa equipe vai ter paciência para elaborar isso de maneira coerente e argumentativa) não é necessário que uma música seja exatamente BOA para você apreciar o que tá acontecendo ali. Às vezes ela precisa só ser bela de VER. Tem sido assim desde os primórdios da humanidade e com basicamente qualquer coisa (ou você nunca comprou um livro só porque a capa era bonita?), então porque seria diferente com a música?

É claro que sempre é melhor ainda quando um vídeo é lindo e a música é ótima, e é uma pena quando a música é boa mas o vídeo é de centavos, mas sempre é bom ter um video de estética linda pra chamar de nosso que marca nossos olhos e ouvidos para sempre (oi Dumhdurum! um beijo Dumhdurum!).

2022 já tá sendo um ano de estéticas maravilhosas e achamos que será mais ainda, mesmo com músicas que… talvez não sejam muito boas falando de maneira objetiva. A maioria delas é e, em geral, os clipes estão de milhões! No quesito imagem, coreografia, visuais, entre os nossos preferidos, queremos destacar…

PENTAGON

Que os meninos do Pentagon são lindos igual uma pintura não é novidade, mas a nova title do grupo, “Feelin’ Like”, levou isso às últimas consequências ao colocá-los cercados por esculturas de mármore e aço, em cima de pedestais, filmados em silhueta enquanto fazem poses de estátuas helênicas…

Enfim, é como eu disse lá no Twitter:

Até a brilhante coreografia de “Feelin’ Like”, idealizada pelo (também compositor) Kino, realça poses angulares e o corpo dos integrantes – a gente notou o passinho com a mão no rosto destacando todos os perfis para a câmera, viu, pessoal?

Kim Yohan

É sempre bom quando a empresa sabe o que o povo quer ver, né? Por isso que depois do debut solo fofíssimo do Yohan e de um último comeback trabalhado no conceito metido a besta adorável para o WEi, fomos surpreendidos nos primeiros dias do ano com um conceito caminhando na linha do dark e fofo que acaba sendo… sexy. Em nosso coração, todos os lançamentos dos meninos do X1 estão interligados, então se você acha que a gente já não tem teorias sobre como “Dessert” se junta à saga de lançamentos Kim Wooseok, Han Seungwoo e WOODZ, sinto informar que está achando errado.

Dan Hassler-Forest on Twitter: "https://t.co/dCllmtCG1d" / Twitter

Só nos resta então apreciar um Yohan que às vezes nem faz sentido, porque ele é um fofo!!!!! E um medroso!!!! Mas tão lindo!!!! Como pode que ele seja todo pitico e ao mesmo tempo seja ASSIM? Realmente grandes mistérios que a humanidade ainda não sabe responder.

Menção honrosa para…

Ela é perigosa!!!!!

O conceito dark não foi inventado em 2022, a gente sabe, mas é curioso como vários artistas diferentes resolveram apostar nele no começo desse ano, e todos sob um ponto de vista bem específico: não é que a gente esteja perdido em um mundo perigoso ou sombrio não, é que eu (leia-se: o eu lírico da música) sou endiabrado e vou comer teu c* e de toda a sua família!

É claro que aí é só até a página 2, porque esse pessoal passa os stages todos com aquela expressão mal-encarada só para virar e fazer um aegyo de milhões para a câmera no ending fairy, né? Dos novinhos aos “coroas”, todo k-pop boy em 2022 quis andar nessa linha – confere abaixo quem conseguiu.

DRIPPIN

A gente tá sempre falando por aqui sobre como o DRIPPIN merece muito mais, e “Villain” foi aposta certa para eles começarem a chegar lá (o MV já é o mais visto da carreira do grupo, de longe). Por aqui, os meninos trocam as roupas arejadas em tons pasteis por looks – bem bonitos, inclusive – de couro preto e cantam que são os vilões dessa história.

Não vamos mentir: para quem acompanha o grupo desde sempre, pode ser um ajuste de expectativas, e nem sempre os integrantes vendem essa ideia muito bem (o Alex tem 17 anos, deixa ele!), mas há algo de charmoso nos efeitos especiais duvidosos e na forma como o MV não resiste e transforma o DRIPPIN naquele tipo de vilão do Batman (oi, Gotham!) pelo qual é impossível não torcer.

MAX

Não é fantástico quando a música chama “Devil”, você dá play e a primeira coisa que percebe é a forte influência gospel na sonoridade dela inteira? Prima de primeiro grau do Hozier e melhor amiga do Queen, a primeira referência que eu pensei ao ouvir essa faixa do Changmin, na verdade foi… Empire. Sabe? A série da FOX? Porque ela com certeza é uma faixa que poderia ter sido cantada pelo Jamal num momento crucial ali nas primeiras três temporadas (que é até onde eu assisti, pra falar a verdade).

Completamente diferente de “Chocolate” e carro chefe de um comeback de milhões, parece que Changmin foi o que conseguiu se distanciar mais do tema Kwangya da SM mesmo que ainda esteja e talvez seja por isso que tudo ornou tão bem – usar o coral gospel e a cappella deu mais camadas de “algo de errado não está certo” para uma faixa que, pelo seu título, já denunciava que não vinha para ser boazinha mesmo.

Menções honrosas para…

Outros conceitos apostados pela equipe KPT

By

  • IT’S THE CLIIIIMB
    • Taeyeon
    • Epik High
  • I’m f-cking crazy, but I’m free
    • WJSN Chocome
    • ASTRO JinJin&Rocky
  • FALA PRA ELA, BFF!!
    • STAYC
    • ONEWE

Caio

  • Música indie anos 00-10s
    • Max Changmin
    • Eric Nam
  • Bota mais cor nisso aí p*rra!!
    • WJSN Chocome
    • Billlie
  • Fofura/fanservice
    • BTOB
    • AB6IX

Cambs

  • Dark and Classy (and maybe sensual)
    • Yuju
    • Max Changmin
  • Neon nae universe
    • Taeyeon
    • ONEWE
  • Monalisa e eu
    • UP10TION
    • VICTON

Sam

  • Inventaram o rock
    • Woozi
    • Enhypen
  • Não é ruim é ~experimental
    • NMIXX
    • NMIXX (sim)
  • Sexy sim, vulgar tomara
    • OnlyOneOf
    • Wonho

E aí, você acha que nossa previsão está certa? Algum desses lançamentos já é seu favorito? Conta pra gente nos comentários!

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byzinha

Byzinha, linha de 1989. No k-pop desde 2018. Meus grupos preferidos são ATEEZ, Seventeen e Monsta X.

4 Replies to “O tom do k-pop em 2022”

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