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KARD em São Paulo

Por volta das 20h, gritos altos soavam pelo Carioca Club, em São Paulo, toda vez que o público pensava que seus ídolos estavam prestes a aparecer no palco. Ansiosos e extasiados, os fãs mal podiam conter sua euforia por saberem que veriam Somin, Jiwoo, BM e J. Seph performando em terras brasileiras mais uma vez.

Tanto entusiasmo não era por menos: a turnê WILD KARD IN BRAZIL, originalmente marcada para 2020, precisou ser reagendada duas vezes, primeiro para 2021 e depois 2022, tudo devido à pandemia da covid-19. Agora, com o suposto controle da crise sanitária e sem o medo de assistir ao grupo desfalcado (caso acontecesse em 2021, a turnê seria sem J. Seph, que cumpria seu serviço militar obrigatório na Coreia do Sul), os Wild Cards brasileiros poderiam esbanjar a recepção calorosa que tanto encanta artistas internacionais.

E, bem, calorosas é um bom adjetivo para definir as 2h30 de apresentação.

Iniciando os trabalhos com sua música de debut, Oh NaNa, o KARD chegou com muita animação e rebolados, definindo ali o tom que dominaria o show. A setlist seguiu com a deliciosa Don’t Recall, dona de coreografia expansiva e, sejamos sinceros, estranha, que fica ainda mais divertida de assistir a poucos metros de distância.

Numa decisão duvidosa, o grupo performou duas de suas faixas mais energéticas, Bomb Bomb e Dumb Litty na metade da apresentação, criando um combo estrondoso de gritos, pulos e mãos para o alto. É espetacular estar no meio de uma multidão que sente o mesmo pulsar do coração de acordo com as batidas fortes dos instrumentais – que, se não funcionam tão bem para uma ouvida casual no dia a dia, acabam por ser perfeitas para enlouquecer uma casa de shows cheia de indivíduos esperando ser enlouquecidos.

Infelizmente, depois disso a energia, que estava muito além do teto do Carioca Club, acabou caindo devido a uma das múltiplas pausas que o grupo fez entre músicas. Compreensível, é claro, já que performar com o afinco que essas faixas exigem é exaustivo e os idols, apesar da imagem que tentam nos vender, são apenas humanos. No entanto, o processo de duas canções e uma parada para conversa tornou a experiência como um todo cansativa, quebrando a intensidade para logo após tentar retomá-la, às vezes com sucesso, outras vezes não.

BM, desenvolto e exalando carisma a todo momento, se destacou mesmo sem tentar. Seu sorriso demonstrava de forma adorável a felicidade do idol ao se apresentar, e sua energia parecia depender do que o público entregava, como se ele precisasse dela para alimentar suas divertidíssimas performances. Em seu momento solo, o rapper encheu o pequeno palco com sua animação, correndo de um lado para o outro enquanto o público tecnicamente gritava seu nome durante a vibrante 13IVI, provando que, se ele quiser dançar só quando estiver com vontade e cantar quando achar conveniente, ele pode. Se BM resolver sarrar no ar algumas vezes por razão nenhuma, ele é encorajado. Se BM pensar que é legal ele tirar uma coroa imaginária da cabeça, limpá-la com vontade e depois colocá-la de volta em seu lugar, ele pode, é encorajado e tira gritos ensurdecedores da plateia com a brincadeira. O homem é a personificação do entretenimento, e assisti-lo sendo exatamente isso é um deleite.

Mas os solos não acabaram com o Grande Matheus: Jiwoo teve sua chance de brilhar sozinha com um surpreendente cover de My Medicine, do The Pretty Reckless, que caiu como uma luva em seu distinto tom de voz e destacou o poder vocal da integrante, provando que a moça não precisa de tantos filtros e efeitos para soar incrível. Já Somin e J. Seph fizeram uma adorável parceria com Bam Bam, de Camila Cabello, mantendo sua fidelidade aos ritmos latinos em um dos momentos mais fofos do show. Tal divisão de holofotes destoa quando comparada às duas músicas que BM apresentou, mas fica a torcida para que os outros membros ganhem devido destaque quando lançarem trabalhos solo.

KARD no Brasil

Apesar dos problemas de fluidez na setlist, as faixas escolhidas não só mostraram as cores do KARD, como também exibiram seus melhores atributos, sejam pelos belos vocais, a vigorosa dança ou o bom humor dos momentos de interação com o público. É impossível assistir um show do grupo sem se envolver com a atmosfera ali criada, com a aura de euforia que inspira os espectadores a se deixar levar, a aproveitar aqueles instantes de puro êxtase musical. Rebolar os quadris quase tanto quanto os integrantes do grupo é praticamente obrigatório.

E talvez a língua universal não seja o inglês que muitos de nós aprendemos (infelizmente bem útil para entender os momentos em que BM discorria em seu idioma nativo). Talvez ela seja, na verdade, a dança – aquela vontade de balançar o corpo no ritmo de uma música animada, de jogar a cabeça de um lado para o outro quando o instrumental é mais suave. O rebolado, tão utilizado nas coreografias do KARD e inevitavelmente replicado por seus fãs na plateia, é o ponto comum entre todos, uma linguagem que qualquer indivíduo, independente de seu idioma, consegue compreender.

Naquela noite de sexta-feira, 22 de julho, os integrantes do KARD subiram ao palco para mostrar que são fluentes nessa língua.

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sammy

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